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Paróquia



CELEBREMOS OS 80 ANOS DE NOSSA PARÓQUIA
- É ANO DE AGRADECER E DE ESPERANÇAR! -

 

1Façamos o elogio dos homens ilustres, nossos antepassados através das gerações. 2O Senhor manifestou uma imensa glória, a sua grandeza desde os tempos antigos. 3Alguns exerceram o poder em seus domínios, foram renomados em força e dotados de prudência e se expressaram em profecias. 4Outros guiaram o povo com seus conselhos e com a sua habilidade em escrever e na sua instrução estavam as palavras da Sabedoria. 5Outros, ainda, excogitaram cantos melodiosos e compuseram os poemas das Escrituras. 6Outros foram ricos e dotados de força, zelosos na busca da beleza e viveram em paz nas suas casas... (Do Livro do Eclesiástico, capítulo 44)

A história da Paróquia de Nossa Senhora da Esperança, na Vila Esperança, confunde-se com aquela da presença dos monges beneditinos olivetanos nesta região da cidade de São Paulo. Fundados pelo abade são Bernardo Tolomei no distante ano de 1319, nos arredores da cidade de Siena, na Toscana, Itália, chegariam ao Brasil somente em 1919 instalando-se em Ribeirão Preto e mais tarde em São Paulo.

O primeiro monge a pisar terras brasileiras foi o abade-procurador Dom Luigi Maria Perego, vindo do mosteiro olivetano de Roma, que depois, com a chegada de outros confrades, deu início à fundação de um mosteiro beneditino em Ribeirão Preto.

A nossa paróquia, todavia, criada e erigida por decreto de Sua Excelência Reverendíssima Dom Duarte Leopoldo e Silva, então digníssimo arcebispo de São Paulo, aos 08 de março de 1930, a Paróquia de Nossa Senhora da Esperança foi confiada aos monges olivetanos em 1931, precisamente aos 03 de maio, quando Dom João Maria Ogno (um dos primeiros confrades vindos da Europa para auxiliar Dom Perego em Ribeirão Preto) foi empossado como segundo pároco da mesma, substituindo o Padre Emydio, do clero secular, que tinha deixado o sacerdócio e a fé católica.

Em 1935 juntou-se a Dom João o monge Dom Constantino Maria Galassi, também vindo da Itália. Nesse tempo, a antiga Igreja Matriz estava localizada onde hoje foi construído o Viaduto Vila Matilde, contudo, já aos 19 de abril de 1936 era lançada a pedra fundamental da construção de uma nova Matriz para a Vila Esperança, localizada na confluência das ruas 19 de maio com a Avenida Maria Abigail (hoje Avenida Padres Olivetanos).

Aos 12 de agosto de 1945, com a inauguração da nova Matriz, embora interiormente inacabada, Dom João, Dom Constantino e o povo da Vila Esperança viram coroados os seus esforços traduzidos em quase dez anos de lutas e trabalhos vários. À inauguração estiveram presentes Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, arcebispo de São Paulo e Dom Lafayette Libânio, bispo de São José do Rio Preto.

Estando em plenas possibilidades de uso a nova Matriz, os nossos monges pioneiros sentiram a necessidade de construírem uma escola religiosa no bairro, então muito carente de estabelecimentos de ensino. Para tanto, no dia 14 de setembro – festejando Nossa Senhora Menina, padroeira da Congregação dos Olivetanos – lançavam a primeira pedra da escola que no início viria a ser chamada Creche Nossa Senhora Menina, depois Jardim de Infância Nossa Senhora Menina e enfim, passando a ser escola de ensino infantil, fundamental e médio, Colégio Olivetano.

Aos 05 de julho de 1947 o mosteiro olivetano da Vila Esperança foi desligado da Abadia de Santa Maria de Monte Oliveto de Ribeirão Preto e constituído priorado autônomo; na ocasião Dom João Maria Ogno foi eleito primeiro prior do então recém-criado Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança. Reeleito duas vezes consecutivas, foi prior até dezembro de 1957, quando, contrariando as aspirações de sua comunidade monástica, renunciou ao cargo de superior para cuidar exclusivamente da Paróquia. Dom Constantino Maria Galassi então foi eleito segundo prior e terceiro pároco.

Em 07 de março de 1954, com a presença do cardeal Motta, de D. Antônio Maria Alves de Siqueira, então bispo coadjutor de São Paulo, e outras autoridades civis, era inaugurado o Jardim de Infância Nossa Senhora Menina. A direção e orientação do mesmo foram entregues à Congregação das Filhas de São José que constituiu na Vila Esperança uma comunidade com três irmãs. Uma nova ala desta escola foi inaugurada por D. Antônio de Siqueira na festa de santa Francisca Romana, 09 de março de 1960 – e, neste mesmo ano, reiniciavam-se também as obras em vista do acabamento da Igreja Matriz.

Depois de trabalhar com incansável perseverança e dedicação para o bem espiritual e material de Vila Esperança – e também dos bairros circunvizinhos, que então pertenciam à sua Paróquia – Dom João, subitamente, durante os festejos de uma quermesse, receberia a morte. Nascido em Camogli (Gênova, Itália), aos 11 de novembro de 1882, ingressara na Congregação Olivetana da grande Ordem de São Bento e professara os votos perpétuos aos 21 de maio de 1899; sendo ordenado sacerdote aos 20 de maio de 1906, veio para o Brasil em 02 de fevereiro de 1921, depois de ter recebido a obediência para o mosteiro ribeirãopretano, onde exerceria apostolado monástico-sacerdotal. Na mesma diocese de Ribeirão Preto, foi pároco da cidade de Cajuru durante vários anos, de onde seria transferido para a Vila Esperança, aqui permanecendo até a sua morte, colhida aos 04 de junho de 1961.

Aos 17 de março de 1963 a Igreja monástico-paroquial foi solenemente consagrada pelo bispo D. Antônio de Siqueira, estando também presentes o abade geral Dom Romualdo Maria Ziliante, o abade de Ribeirão Preto Dom Angelo Maria Sabatini, o prior de Vila Esperança Dom Constantino e ainda o quarto pároco desta paróquia Dom Camilo Maria Cavalheiro que de 1964 até março de 1966 foi também o terceiro prior deste mosteiro.

Em 08 de março de 1966, Dom Marcos Maria Fioriello foi eleito quarto prior e assumiu também a Paróquia até 29 de dezembro de 1969, quando Dom Pedro Maria Policarpo foi eleito quinto prior e empossado como sexto pároco desta Paróquia, cargos que exerceria até 1986.

Aos 12 de maio de 1986, Dom Rodolfo Maria Michelassi foi eleito sexto prior e provisionado como sétimo pároco, múnus que exerceria até o fim de 1992 quando voltou para a Itália. Então Dom Pedro foi novamente chamado à Vila Esperança e, apesar de adoentado, tornou a assumir a Paróquia até 1995 quando, renunciando, regressou definitivamente a Ribeirão Preto.

O mosteiro da Vila Esperança deixa de ser autônomo e volta a depender da abadia ribeirãopretana, passando a denominar-se Cela Nossa Senhora da Esperança. Depois disso, indicado pelo abade geral, Dom Estanislau Maria Del Santo foi empossado como oitavo pároco por Dom Fernando Legal, primeiro Bispo de São Miguel Paulista, aos 22 de fevereiro de 1995; com bondade, zelo e piedade, exerceu o múnus paroquial até 02 de fevereiro de 2009 quando Dom Gregório Maria Botelho, sacerdote recém-ordenado, indicado pelo prior conventual de Ribeirão Preto, foi provisionado administrador paroquial por Dom Manuel Parrado Carral, digníssimo Bispo de São Miguel Paulista.

À parte estes nomes, tantos outros, de monges (sacerdotes ou não), de leigos (fiéis ou não) merecem e precisam ainda ser recordados em nossas orações, em nossos atos de agradecimento pelo muito que colaboraram com a imensa obra de Deus levada a cumprimento nesta Vila Esperança, por misericórdia d’Ele e por esforços nossos, pois, como disse o poeta, Deus quer, o homem sonha, a obra nasce!

Fortalecidos pela Virgem Maria, a Senhora da Esperança, e convictos de que não há Esperança fora de Jesus Cristo, nosso Salvador, adentremos confiantes nestes 2010 anos de nossa redenção, agradecidos quanto ao passado, laboriosos no presente e esperançosos quanto ao futuro, afinal, não obstante os nossos tão freqüentes desafios, é preciso esperar – e esperar por causa de Jesus, até porque “quem tem por que viver agüenta quase todo como”.

Feliz, pacífico e santo 2010 para todos nós!

 

Pe. Dom Gregório Maria Botelho, OSB Oliv.
Administrador Paroquial